Como a VGX alcançou 95% de adesão à capacitação com o Beedoo
Com 4,1 mil usuários ativos e mais de 8 milhões de visualizações em posts, o case mostra como escuta, adaptação de formatos e organização do conhecimento ajudam a sustentar a aprendizagem em escala.

Chegar a milhares de profissionais não garante que uma iniciativa de capacitação faça parte da rotina. O conteúdo pode estar disponível, os comunicados podem ter sido enviados e os treinamentos podem constar como concluídos. Ainda assim, a aprendizagem pode não acompanhar as necessidades reais da operação.
A experiência da VGX mostra que a adesão cresce quando a empresa observa como as pessoas consomem conteúdo, identifica os pontos de atrito e adapta sua estratégia.
Durante uma edição do Quarta Case, Jardel Serrano apresentou a trajetória da universidade corporativa da VGX, construída e aperfeiçoada ao longo de três anos de uso do Beedoo.
Hoje, a iniciativa reúne 4,1 mil usuários ativos, mais de 820 treinamentos, mais de 240 artigos ativos e mais de 8 milhões de visualizações em posts. A adesão chegou a 95%.
Esses resultados não vieram apenas da ampliação da quantidade de materiais. Foram acompanhados por mudanças na duração dos conteúdos, na organização dos canais e na divisão entre atividades digitais e presenciais.
- 95% de adesão
- 4,1 mil usuários ativos
- Mais de 820 treinamentos
- Mais de 240 artigos ativos
- Mais de 8 milhões de visualizações em posts
A aprendizagem precisa caber na operação
Um dos principais aprendizados do case foi perceber que um conteúdo tecnicamente completo nem sempre é adequado à rotina.
Treinamentos com aproximadamente 20 minutos foram reduzidos para formatos de três a cinco minutos. Reciclagens que ocupavam entre uma hora e uma hora e meia passaram a ser organizadas em jornadas de 15 a 20 minutos.
A redução não significa simplesmente retirar informações. Exige definir o que o profissional precisa compreender naquele momento, o que deve permanecer disponível para consulta e qual conteúdo pede aprofundamento.
Esse desenho ajuda a diminuir a distância entre capacitação e execução. Em vez de concentrar todo o conhecimento em um único encontro, a empresa pode distribuí-lo de acordo com as necessidades da jornada profissional.
O onboarding também pode ser redesenhado
O processo de integração foi outra frente revista pela VGX.
Parte dos conteúdos apresentados em sala passou para o ambiente digital, retirando quase um dia da etapa presencial do onboarding. Assim, o tempo em sala pôde ser destinado a atividades que realmente dependiam da presença de instrutores, gestores ou colegas.
Esse tipo de reorganização evita usar o encontro presencial apenas para transmitir informações que poderiam ser consultadas de maneira autônoma.
O digital não elimina a interação humana. Ele permite escolher melhor onde essa interação produz mais valor.
Adesão depende de escuta
Quando as pessoas deixam de acessar um treinamento, uma reação comum é intensificar os avisos ou responsabilizar a equipe pela baixa participação. O case da VGX aponta outro caminho: investigar as causas.
O conteúdo é longo demais? A linguagem conversa com o público? A pessoa entende por que aquele aprendizado é importante? O acesso acontece no momento adequado? A informação está no canal certo?
Ouvir quem está na operação ajuda a responder essas perguntas. Também permite distinguir falta de interesse de problemas de formato, contexto ou acesso.
Ao incorporar essa escuta ao processo, a universidade corporativa deixa de funcionar como um repositório estático e passa a evoluir de acordo com o comportamento e as necessidades dos usuários.
Comunicação e capacitação precisam trabalhar juntas
A estratégia da VGX reúne diferentes formatos para manter o conhecimento em circulação. Treinamentos estruturados cumprem uma função, enquanto artigos e posts atendem a outras necessidades da rotina.
Essa combinação ajuda a evitar que toda informação vire curso.
Mudanças rápidas, orientações pontuais e conteúdos de consulta podem circular em formatos mais leves. Temas que exigem sequência, acompanhamento ou avaliação podem ser organizados em jornadas de aprendizagem.
A escolha do canal faz parte da estratégia. Quando tudo recebe o mesmo tratamento, a tendência é aumentar o volume sem necessariamente melhorar a compreensão.
O que outras operações podem aprender com a VGX
A experiência apresentada no Quarta Case indica cinco princípios importantes para empresas que precisam capacitar grandes equipes:
- 1. Ouvir antes de reformular. A rotina dos profissionais revela por que determinados conteúdos funcionam e outros perdem adesão.
- 2. Adaptar a duração ao objetivo. Nem todo tema precisa de uma hora de treinamento. Conteúdos menores podem ser mais adequados para atualizações e reciclagens.
- 3. Combinar formatos. Cursos, artigos, posts e encontros presenciais atendem a necessidades diferentes.
- 4. Preservar o presencial para aquilo que exige interação. Informações introdutórias ou de consulta podem ser antecipadas no ambiente digital.
- 5. Acompanhar o uso. Visualizações, acessos e participação ajudam a identificar padrões e orientar os próximos ajustes.
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