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O que a VGX fez antes de cobrar aderência aos treinamentos

Com 4,1 mil usuários ativos e mais de 118 mil conclusões, o case mostra como escuta, personalização e adaptação de formatos ajudam a sustentar a capacitação em escala.

O que a VGX fez antes de cobrar aderência aos treinamentos

Antes de apresentar os indicadores de aderência da VGX, Jardel Serrano chamou atenção para o trabalho que acontece antes deles.

Para a empresa, a participação nos treinamentos é consequência de um processo que começa na identificação das necessidades, passa pela produção dos conteúdos e continua no acompanhamento da aplicação.

Ao longo de mais de três anos de parceria com o Beedoo, a VGX testou diferentes formatos para estruturar esse processo. A experiência acumulada resultou em uma estratégia que atualmente reúne 4,1 mil usuários ativos, mais de 820 treinamentos, mais de 118 mil conclusões de treinamentos e reciclagens, mais de 240 artigos ativos, mais de 4,1 mil posts e mais de 8 milhões de visualizações de posts.

Os números mostram a escala alcançada. A construção por trás deles revela como uma empresa pode aproximar a educação corporativa da rotina de grandes operações.

  • 4,1 mil usuários ativos
  • Mais de 820 treinamentos
  • Mais de 240 artigos ativos
  • Mais de 8 milhões de visualizações em posts

A aprendizagem precisa caber na operação

Um dos principais aprendizados do case foi perceber que um conteúdo tecnicamente completo nem sempre é adequado à rotina.

Treinamentos com aproximadamente 20 minutos foram reduzidos para formatos de três a cinco minutos. Reciclagens que ocupavam entre uma hora e uma hora e meia passaram a ser organizadas em jornadas de 15 a 20 minutos.

A redução não significa simplesmente retirar informações. Exige definir o que o profissional precisa compreender naquele momento, o que deve permanecer disponível para consulta e qual conteúdo pede aprofundamento.

Esse desenho ajuda a diminuir a distância entre capacitação e execução. Em vez de concentrar todo o conhecimento em um único encontro, a empresa pode distribuí-lo de acordo com as necessidades da jornada profissional.

O onboarding também pode ser redesenhado

O processo de integração foi outra frente revista pela VGX.

Parte dos conteúdos apresentados em sala passou para o ambiente digital, retirando quase um dia da etapa presencial do onboarding. Assim, o tempo em sala pôde ser destinado a atividades que realmente dependiam da presença de instrutores, gestores ou colegas.

Esse tipo de reorganização evita usar o encontro presencial apenas para transmitir informações que poderiam ser consultadas de maneira autônoma.

O digital não elimina a interação humana. Ele permite escolher melhor onde essa interação produz mais valor.

Adesão depende de escuta

Quando as pessoas deixam de acessar um treinamento, uma reação comum é intensificar os avisos ou responsabilizar a equipe pela baixa participação. O case da VGX aponta outro caminho: investigar as causas.

O conteúdo é longo demais? A linguagem conversa com o público? A pessoa entende por que aquele aprendizado é importante? O acesso acontece no momento adequado? A informação está no canal certo?

Ouvir quem está na operação ajuda a responder essas perguntas. Também permite distinguir falta de interesse de problemas de formato, contexto ou acesso.

Ao incorporar essa escuta ao processo, a universidade corporativa deixa de funcionar como um repositório estático e passa a evoluir de acordo com o comportamento e as necessidades dos usuários.

Comunicação e capacitação precisam trabalhar juntas

A estratégia da VGX reúne diferentes formatos para manter o conhecimento em circulação. Treinamentos estruturados cumprem uma função, enquanto artigos e posts atendem a outras necessidades da rotina.

Essa combinação ajuda a evitar que toda informação vire curso.

Mudanças rápidas, orientações pontuais e conteúdos de consulta podem circular em formatos mais leves. Temas que exigem sequência, acompanhamento ou avaliação podem ser organizados em jornadas de aprendizagem.

A escolha do canal faz parte da estratégia. Quando tudo recebe o mesmo tratamento, a tendência é aumentar o volume sem necessariamente melhorar a compreensão.

O que outras operações podem aprender com a VGX

A experiência apresentada no Quarta Case indica cinco princípios importantes para empresas que precisam capacitar grandes equipes:

  • 1. Ouvir antes de reformular. A rotina dos profissionais revela por que determinados conteúdos funcionam e outros perdem adesão.
  • 2. Adaptar a duração ao objetivo. Nem todo tema precisa de uma hora de treinamento. Conteúdos menores podem ser mais adequados para atualizações e reciclagens.
  • 3. Combinar formatos. Cursos, artigos, posts e encontros presenciais atendem a necessidades diferentes.
  • 4. Preservar o presencial para aquilo que exige interação. Informações introdutórias ou de consulta podem ser antecipadas no ambiente digital.
  • 5. Acompanhar o uso. Visualizações, acessos e participação ajudam a identificar padrões e orientar os próximos ajustes.

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